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Novidades
Graças às doações à nossa Biblioteca, no âmbito da Feira do Livro Usado, esta pode reunir vários exemplares que constituem agora novidades ...
13 de junho de 2021
Aniversário da morte de Eugénio de Andrade
As Palavras
São como um cristal,as palavras.Algumas, um punhal,um incêndio.Outras,orvalho apenas.Secretas vêm, cheias de memória.Inseguras navegam:barcos ou beijos,as águas estremecem.Desamparadas, inocentes,leves.Tecidas são de luze são a noite.E mesmo pálidasverdes paraísos lembram ainda.Quem as escuta? Quemas recolhe, assim,cruéis, desfeitas,nas suas conchas puras?
10 de junho de 2021
28 de maio de 2021
Poesias - Ortónimo
Metas Curriculares de Português
Leitura obrigatória para o 9 e 12.º anos de escolaridade.
«O que dizer sobre o poeta mais genial da língua portuguesa? Deixemos que seja o próprio a fazê-lo:
Se estou só, quero não ‘star,
Se não ‘stou, quero ‘star só.
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.»
25 de maio de 2021
𝓞 𝓶𝓮𝓷𝓲𝓷𝓸 𝓭𝓪 𝓼𝓾𝓪 𝓶ã𝓮
Fernando Pessoa
Fonte da imagem
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas traspassado
– Duas, de lado a lado –,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço… Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
Fernando Pessoa, Cancioneiro, in Fernando Pessoa. Obra Poética em um volume,
Editora Nova Arguilar, S.A. Rio de Janeiro, 1986
5 de maio de 2021
3 de maio de 2021
O Alfabeto dos Bichos
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 1º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma.
Através de rimas divertidas, José Jorge Letria dá-nos a conhecer muitos animais, provenientes dos mais diversos meios. As ilustrações de André Letria contribuem para fazer deste livro um objecto de descoberta para além do texto. Um livro que convida a criança a entrar no mundo animal de forma didáctica.
EXCERTOS
"Foca
Seja no mar ou na terra
É alegre e brincalhona
E quando adormece ao sol
Às vezes até ressona;
Não tem perdão quem a caça
Pois é espécie protegia
Come peixe, ama as ondas
E lá vai à sua vida."
1 de maio de 2021
O que eu quero ser...
SINOPSE
Plano Nacional de LeituraLivro recomendado para o 1º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.
Veterinário, músico, ator, bibliotecário, poeta… são aqui apresentados com a imaginação, sensibilidade e mestria que tão bem caraterizam a obra infantil de José Jorge Letria.
O que eu quero ser… foi escrito para os mais novos, mas também para os pais e educadores que partilham com as crianças todos os sonhos e histórias reais que cabem na vida.»
29 de abril de 2021
28 de abril de 2021
27 de abril de 2021
𝐐𝐮𝐞 𝐩𝐚í𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫ó𝐢𝐬?
o sol
e o mar…
Porque tens nos olhos
o rio
e também:
o riso
e o fogo
Porque tens no ventre
a raiz de todas
as crianças…
que país constróis
diariamente?
Maria Teresa Horta, Mulheres de Abril, Editorial Caminho, Lisboa, 1977.
𝐎𝐮𝐯𝐢𝐧𝐝𝐨 𝐁𝐞𝐞𝐭𝐡𝐨𝐯𝐞𝐧

José Saramago
Fonte da imagem
Venham leis e homens de balanças,
mandamentos d’aquém e além mundo.
Venham ordens, decretos e vinganças,
desça em nós o juiz até ao fundo.
Nos cruzamentos todos da cidade
a luz vermelha brilhe inquisidora,
risquem no chão os dentes da vaidade
e mandem que os lavemos a vassoura.
A quantas mãos existam peçam dedos
para sujar nas fichas dos arquivos.
Não respeitem mistérios nem segredos
que é natural os homens serem esquivos.
Ponham livros de ponto em toda a parte,
relógios a marcar a hora exacta.
Não aceitem nem queiram outra arte
que a proeza do registo, o verso acta.
Mas quando nos julgarem bem seguros,
cercados de bastões e fortalezas,
hão-de ruir em estrondo os altos muros
e chegará o dia das surpresas.
José Saramago, Poemas Possíveis, Portugália, Lisboa, 1966.
24 de abril de 2021
𝗢 𝗴𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗼
De escadas insubmissas
de fechaduras alerta
de chaves submersas
e roucos subterrâneos
onde a esperança enlouqueceu
de notas dissonantes
dum grito de loucura
de toda a matéria escura
sufocada e contraída
nasce o grito claro.
António Ramos Rosa, Não posso adiar o coração, Col. Sagitário, Plátano Editora, 1974,
(Obra poética de António Ramos Rosa, 1958-1973).
23 de abril de 2021
8 de abril de 2021
𝑪𝒂𝒔𝒕𝒆𝒍𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝑨𝒓𝒆𝒊𝒂
«Sonhos, ideias e pensamentos transformados em prosa poética ou poesia geométrica onde o autor mostra as suas emoções.» Fonte
5 de abril de 2021
4 de abril de 2021
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