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4 de novembro de 2021

BIOGRAFIA DE JOSÉ SARAMAGO


Prémio Nobel de Literatura, 1998

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.


29 de março de 2021

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SINOPSE

«A vida, a alegria, rebeldia e carreira de Zé Pedro, um dos mais importantes nomes do rock português.

Do primeiro concerto dos Xutos & Pontapés onde a banda tocou seis músicas em cinco minutos, ao concerto numa prisão em Macau, à consagração da banda com o disco Circo de Feras, passando pela morte da mãe de Zé Pedro, o afastamento e reaproximação dos Xutos, e o famoso bar Johnny Guitar - episódios contados pelos amigos e família do guitarrista.» Fonte


 

8 de julho de 2020

"O mundo que vivi" de Ilse Losa

Título:
O mundo em que vivi
Autor:
Ilse Losa
Ilustrador:
------
Editor:
Afrontamento









"Limitar esta narrativa a um tema como o do contexto sociopolítico das comunidades judaicas no dealbar e afirmação do nazismo é curto. Por outro lado, se tivermos em atenção o interesse do leitor adolescente por novelas passadas durante a 2ª Guerra Mundial, como especial enfoque no Holocausto, a abordagem de Ilse Losa ganha um peso excecional. Rose, a protagonista e narradora vai relatando, em pequenos capítulos que revelam episódios do quotidiano, a sua perceção do mundo, a sua relação com os rituais, a moral e a cultura religiosa judaica, os juízos afetivos que se desenvolvem em múltiplas direcções relativamente aos elementos basilares da família e a todos os outros, entre ausentes, irremediavelmente perdidos para a morte ou intermitentes no ninho familiar. É aliás esta estrutura diegética que oferece ao leitor uma amplitude muito maior sobre a história e a vida da menina que cresce ao longo da narrativa e se depara, inicialmente, com a violenta frustração de uma boneca que lhe é prometida e negada para, muitas páginas à frente, se confrontar com um nível de injustiça e uma impotência bem maiores.

O que muitas vezes falta ao leitor para conseguir aceder aos meandros do símbolo é oferecido de bandeja na escrita límpida, escorreita e descritiva de Ilse Losa. Qualquer um, mesmo sem contexto prévio, entra sem dificuldade no espaço físico e emocional de Rose. Todavia, a multiplicidade de vocábulos que remetem para os quadros descritivos podem, inversamente, transtornar essa relação desassombrada com a personagem e os seus testemunhos. Correndo esse risco, não há razão para fugir ou contornar um texto de qualidade literária inequívoca, cujo cuidado semântico e sintático lhe conferem uma poeticidade visual e um ritmo cadenciado. Ali as emoções pululam, ora em esgares espontâneos, ora em contenção forçada. O que a história de Rose traz ao leitor, nomeadamente ao que se deleita com as narrativas sobre a 2ª Guerra Mundial, é contexto e profundidade. Mas sobretudo traz densidade psicológica e vida numa prosa de especial elegância e profundidade.

Palavras-chave: Biografia, Família, Afetos, Judaísmo, Nazismo"

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